Viagem Única

Roteiros de Viagem Personalizados


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O que é que Goiânia tem?

Quando soube que ia ficar um tempo em Goiânia a trabalho, ouvia sempre as mesmas perguntas: “O que tem pra fazer lá?”, “Não deve ter nada lá neh?”,”Como é a cidade?” e por aí ia…
Então resolvi satisfazer a curiosidade destas e de outras pessoas…

Bom…Goiânia não é exatamente um lugar com muitas opções de lazer (do ponto de vista turístico)!
Os goianienses que me perdoem, mas além de alguns monumentos em praças, alguns parques, o museu Oscar Niemeyer (que não é iluminado a noite, na minha humilde opinião, uma disperdício de potencial turístico!) e os shoppings, não há muito o que fazer.
Demorei pra entender qual era o “quê” de Goiânia, afinal todo lugar tem sua particularidade, que o faz especial… mas quase as vésperas de me despedir, finalmente entendi!

Goiânia é nada mais, nada menos, que o retrato do seu povo = simples e acolhedora.
É um cidade pacata, que apesar de ser uma capital, não perdeu seu ar de cidade do interior, onde as pessoas ainda confiam umas nas outras, vivem suas vidas de maneira tranquila, fazendo o que acham que é certo fazer e pronto!
Goiânia é simples:
Sem grandes requintes, transito complicado ou qualquer outra coisa que dê a cidade uma cara de metrópole.
O que é bom de fazer em Goiânia? Tomar uma café, comer uma torta ou um salgadinho, caminhar por um parque ou praça, enfim, coisas simples, mas que tem seu valor!
Fazia tempo que não tinha contato com um povo tão hospitaleiro e gentil.
Afinal, em que outra cidade uma cafeteria (muito bem decorada e aconchegante, por sinal) se chamaria Tia Nair e realmente conseguiria atender ao própósito do seu nome: fazer você se sentir na casa da sua tia, ou avó, enfim…

Deixem eu explicar melhor o que estou querendo dizer: cheguei a cafeteria quando já estava quase fechando, com o objetivo de apenas pegar uma salgado e me dirigir ao hotel. E o que você espera nestas situações? Bom, eu espero receber um atendimento rápido e “meia boca”, já que o pessoal está querendo ir embora.
Pois bem, fui supreendida por uma ampla explicação de todos os doces e salgados expostos no balcão e o que cada um continha.
Ao ser identificada como gaúcha você acha que o tratamento mudou?
Que nada, aí mesmo que melhorou!
Fui incentivada a provar algo da culinária local, no caso, o Empadão Goiano de Guariroba (uma delícia!), seguido da devida explicação da história deste “costume” local!
Eu já estava encantanda, com o cuidado com que estava sendo tratada (como se fosse de casa) e com a boa conversa que estava tendo quando me dei conta que não aceitavam cartão e que eu não tinha dinheiro suficiente na carteira para pagar pelo salgado (na verdade não tinha dinheiro algum na carteira! :P).
Por um segundo fiquei chateada comigo mesmo por ter de interromper aquele momento agradável em função do incoveninente, quando novamente fui supreendida com um “amanhã você passa aqui e acerta minha filha!”
É ou não é muita hospitalidade a uma pessoa estranha?
E pra reafirmar o compromisso do povo Goiano em ser extremamente cortês, o tiozinho do café (sim, tiozinho, porque é impossível não se sentir mais íntima da pessoa depois de tudo isso!) ainda me pergunta:
“Sê conhece o chimarrão de Goiano?” E veio ele trazendo uma xicarazinha com um líquido verde e gelado…era bem amarguinho mesmo e se tratava de chá de carqueja!
Nesse momento a senhorinha que estava no balcão xinga o tiozinho dizendo: “Como que sê oferece isso pra menina sem nem perguntar se ela pode? Vai que ela tá grávida!”
Então ela vira pra mim e pergunta: “Você pode minha filha?” e eu digo: “Posso sim, tia!” e igual criança feliz por ter idade pra poder fazer alguma coisa, provo o tal chimarrão de goiano pra minha alegria e do tiozinho!

Bem…esse é só um exemplo do quão querido esse povo pode ser! Nestes quase 20 dias que passei por Goiânia, aprendi a apreciar o povo daqui, a sua confiança no próximo, a sua gentileza e o sorriso constantemente estampado no rosto.
Salvo raras excessões, fui sempre tratada como “alguém de casa”, com toda gentileza e delicadeza possível para com alguém que se acaba de conhecer.
Por isso, quando me perguntarem “O que que Goiânia tem?” (salve Carmem Miranda!)
Lhes direi que:
tem gente gentil como nenhuma outra tem, tem!
tem tranquilidade tem, tem!
tem comida gostosa tem, tem!
e (principalmente) tem como se sentir em casa tem!

E para os curiosos de plantão, esse aí é o empadão goiano:

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É inacreditável a variedade de cubos de carne que vem dentro do empadão! Tem até cubos de batata e um molhinho levemente apimentado que é uma delícia! Vale a pena experimentar! 🙂

Um abraço e até a próxima!

Mayara


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Pititinga – RN

Sim, Pititinga! Você provavelmente nunca ouviu falar desse lugar, e é isso que o torna ainda melhor!

Pititinga é uma tímida cidade do Rio Grande do Norte, com aproximadamente 1.000 habitantes que fica a 80km da capital Natal.

Lá só se houve o barulho das ondas quebrando a beira-mar. É o local ideal pra quem quer tirar a cabeça fora do ar, se desligar de tudo e curtir o que os italianos são muito felizes em definir como “dolce far niente“, o prazer de fazer nada!

A praia é linda, a água quente, a areia branquinha, repleta de coqueiros na orla e o silêncio… ah o silêncio…ele é uma benção pra quem vive na confusão das grandes cidades.

Este lugar proporciona o tipo de experiência que você deve se permitir pelo menos uma vez na vida: ficar em silêncio, não ouvir nada além de seus próprios pensamentos e o barulho do mar. Cultivar seu bem mais precioso: a paz interior!

O povo é tão hospitaleiro e acolhedor quanto a cidade em si!

Vista do restaurante

Vista do restaurante

Tive a oportunidade de conhecer o senhor José Alves que é dono do restaurante e pousada Vapor Velho.  Além de nos receber com um largo sorriso e um camarão no coco que é dos deuses, nos emprestou uma rede para a cesta após o almoço! Muito gente boa! Como ele mesmo diz com frequência: “Você é muito gente boa!”

A pousada é uma delícia e retrata bem o espírito da cidade, simples e aconchegante!

Nem preciso dizer que super recomendo!

Deixo a seguir os contatos da pousada e restaurante para quem quiser se aventurar.

Um abraço,

Mayara

José Alves – Pousada e Restaurante Vapor Velho

Email: pousadavaporvelho@hotmail.com

Tel: (84) 3261-4332

www.pousadavaporvelho.blogspot.com


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Passe de Trem para Suíça, 1 dia grátis!

Está indo curtir a Suíça em breve? Aproveita o Swiss Pass que está dando um dia de viagem de graça!

A matéria é do Caderno Viagem da ZH. Segue link:

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/viagem/noticia/2013/01/rail-europe-oferece-um-dia-gratuito-de-viagem-de-trem-pela-suica-4015427.html


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MOÇAMBIQUE – Uma missão de voluntariado!

Hoje temos um post de uma autora convidada: a Michele D’Ávila, que vai nos contar um pouco da experiência dela no intercâmbio voluntário para Moçambique!

Com a palavra, nossa autora convidada…

“Dia 14/01 fez 1 ano que embarquei para a viagem mais intensa e transformadora que até hoje pude vivenciar! Missão Lasallista de voluntariado BRASIL-MOÇAMBIQUE!

Foram 20 dias com cara de 10 anos! Eu, com formação em psicologia e pesquisadora do Unilasalle mais 11 colegas de diversas formações, vinculados a instituição Lasallista, trabalhamos, aprendemos, trocamos, nos emocionamos junto à realidade da cidade de Beira, capital da província de Sofala no país de Moçambique. Lá, por meio da mesma língua que a nossa, o português, pessoas nos mobilizaram com tanto a nos dizer, a nos mostrar e a nos fazer sentir! Escutam e sentem aqueles que vão de coração aberto e dispostos a abandonar um pouco as velhas concepções de mundo!

Ir para esse país africano, não caracterizou uma viagem turística, que nos movem a conhecer lugares famosos, arquiteturas grandiosas e históricas, voltando com cartões postais. É uma viagem para se aproximar da vida, na sua mais doce e nem por isso menos amarga, essência! Onde o “ter” ainda não ocupa tanto os espaços dos princípios e valores. “Ser” é tudo o que se tem. Preenchendo a viagem de sorrisos, curiosidades e abraços.

O carinho das crianças!

O carinho das crianças!

Essa foi uma missão, vinculada ao Centro Universitário La Salle. Fomos o primeiro grupo a vivenciá-la, na Escola João XXIII e no Centro Social La Salle em Beira. Neste ano (2013), o segundo grupo já está lá, e começa suas atividades no dia 15/01 pela manhã! Atividades? Sim, foram 20 dias de trabalho por meio de palestras para professores, oficinas com monitores, reinventar aulas de música, organizar bibliotecas, pintar paredes, criar gincanas, campeonatos e outras atividades recreativas com crianças, contar histórias, fazer teatro, dançar, jogar futebol e aprender muito, muito mais do que possamos suportar com a nossa gratidão. Se emocionar! Nem sempre nos despedimos de uma viagem com abraços de mais 300 crianças ao mesmo tempo, que choram, te beijam, te carregam no colo, pulam no teu pescoço e te dizem: “Você mudou a minha vida!”.

Pobres? Economicamente sim. Mas a pobreza pode ter muitas concepções. As pessoas que conheci nessa experiência, esbanjam força, dedicação, esperança, criatividade, arte, inteligencia, trabalho e alegria! E isso, não está a venda! Sustentam tudo isso, mesmo com grande parte da população possuir HIV, malária, cólera, com uma expectativa de vida de 36 anos, o que faz de muitas crianças órfãs de pai e mãe. Será que seríamos capazes de tamanha façanha?! São esses questionamentos que você pode construir com um pouco mais de vivência, por meio de uma viagem dessas!

Voltamos sim meio envergonhados, por nos darmos conta de tantos sorrisos perdidos nos nossos dias! Mas aprender com isso é maravilhoso!

Você não está pronto para isso?

Ninguém está! Não estamos totalmente prontos para muitas coisas! Não estamos prontos para achar o caminho de casa quando nos perdemos da mãe no supermercado aos 5 anos, nem prontos para entrar na faculdade, para trabalhar, quem dirá para casar e comprar um apartamento, e o que sobra para ter filhos?! Mas é isso aí mesmo! Somos sempre inacabados, um tanto perdidos… E essa experiência é justamente para darmos-nos conta no quanto somos insuficientes e incapazes de nos fazer existir sozinhos! Reconhecer isso, não entendo como fracasso ou desvalia, mas como um passo importante para pensar em transformação social e humana!

Beira - Moçambique

Beira – Moçambique

É sempre bom compartilhar dessa experiência! Então deixo meu contato para a possibilidade de trocas, e também para que eu possa conhecer outras vivências como essa! Tenho interesse em seguir viajando com esse propósito, será um prazer ter notícias de outras oportunidades de voluntariado. Acredito que a América do Sul e principalmente o Brasil, pode ser um importante lugar para desenvolver viagens como esta!

Meu e-mail é michelendavila@yahoo.com.br

Quero agradecer a Mayara pelo convite!!! Obrigada!!

E finalizo com a primeira expressão Moçambicana que aprendi:

TIRE TESSI (estamos juntos!)!

Um grande abraço,

Michele Nunes D`Ávila ”

No link a seguir está o blog para quem quiser acompanhar a viagem desse novo grupo que embarcou no dia 11 e também do grupo da Michele.

http://voluntariadounilasalle.unilasalle.edu.br/


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Noronha. Fernando de Noronha.

É um lugar especial, sem sombras de dúvidas. Só o pouso já é de arrepiar. O avião dá uma volta na ilha e assim conseguimos olhar as praias paradísicas que ali estão. O aeroporto é um tanto quanto rudimentar. Não há voos noturnos nem com neblina devido a falta de equipamentos. Mas vale a pena, vale muito a pena!

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Lá tudo é caro. Não adianta. Fomos em 2011, e uma garrafa de água mineral de 500ml era R$ 5,00. Ou seja, vá com uma boa reserva de grana. Para hospedagem, ficamos numas das “pousadas” domiciliares. São moradores que alugam quartos para os turistas. Pousadas mais estruturadas são muito caras! As domiciliares dão pro gasto. Geralmente oferecem café da manhã e algumas possuem piscina.

Um dos passeios mais legais que fizemos foi o Prancha Vip. Contratamos este passeio com a empresa Atalaia Receptivo Noronha. No Prancha Vip, pegamos um barco no cais, que nos leva até uma parte do mar onde está naufragado um navio. Chegando lá, caímos na água com as pranchas e snorkel e o barco fica nos puxando, enquanto observamos o fundo do mar. Podemos fazer manobras dentro d’água. É muito divertido. Enxergamos tubarões, peixes coloridos, além do navio naufragado. Depois, eles ainda oferecem um “churrasco” no próprio barco. Para aqueles que sentem enjoos (como eu) aconselho a levar um Dramin.

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Outro passeio que é DEMAIS é o Ilha Tour. Pegamos um 4×4 e percorremos os principais pontos da ilha, com paradas para banho nas principais praias. Para este passeio, alugamos uma câmera aquática e tiramos diversas fotos em baixo da água. As melhores praias são:

– Baia do Sueste (é necessário alugar pé de pato e snorkel – tem na beira da praia – pois o local é de preservação ambiental devido a reprodução das tartarugas);

– Praia do Sancho (cuidado! a descida para praia é através de uma escada de bombeiros entre as rochas. O espaço é bem estreito. Não recomendado para quem tem fobia);

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– Baía dos Porcos (melhor banho de mar do mundo, com piscinas naturais e tudo. Só pode ir com guia);

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– Cacimba do Padre (praia de surf, mas tem uma linda paisagem).

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Claro que entre a Baía dos Porcos e a Cacimba do Padre há a vista mais conhecida de Noronha:

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Infelizmente, como ficamos apenas 4 dias, não fomos para Atalaia (dizem que é lindo) e nem fizemos mergulho. Mas com certeza é um lugar que eu voltarei!

Um abraço,

Lari!